NOSSA HISTÓRIA

COMO SURGIU O IBNP:
Tudo começou no lançamento do livro Produtividade para Quem quer Tempo, quando resolvemos doar os direitos autorais do lançamento do Livro para a causa do câncer infantil, através da ACACCI, uma instituição de combate ao câncer infantil aqui no Espírito Santo. Através da doação, conseguimos gerar aproximadamente 628 diárias de pessoas que ficam lá na casa em razão do câncer infantil.

Um dia eu, Geronimo, estava indo pra São Paulo e o João, meu filho, então com 5 anos perguntou:

    - Papai, porque você está indo pra São Paulo?
    - Pra mudar a vida das pessoas João.

Ele olhou pra mim e perguntou novamente:
    - Mas porque você tá indo pai?

Ele não conseguia compreender porque uma pessoa que ele ama tanto, tinha que deixá-lo pra ir pra São Paulo. Aquilo não fazia sentido pra ele.

Já em São Paulo peguei um Uber com Leandro Nomura, então meu assessor de imprensa, e conversando com ele sobre a doação do direito autoral do livro para a causa do câncer infantil, ele me perguntou: “Geronimo, o que mais te dói no mundo?”. Nesse momento eu caí aos prantos e respondi que o que me movia era imaginar uma criança falando: “Pai, eu tô com fome” e o pai ter que responder: “Filho eu não tenho comida pra te dar” e o filho dizendo “Mas pai, eu tô com fome”, “Mas eu não tenho comida pra te dar”.

Foi quando eu imaginei a cena com o João, meu filho potencializada ao máximo. Se meu filho não conseguia compreender porque eu ia passar um dia em São Paulo, imagina uma criança que não consegue compreender porque não tem o que comer. Não sei nem dizer quem sofre mais, se a criança, com fome, sem saber porque não pode comer, ou se o pai tendo que dizer ao filho que não tem comida pra lhe dar.

A partir desse momento então eu decidi que íamos doar não apenas os direitos autorais do lançamento, mas todos os direitos autorais, pelo resto da vida, para o combate à fome infantil. E não apenas o dinheiro! Mas que eu ia investir grande parte da minha energia, do meu tempo, dos recursos que eu tivesse disponível, para que nenhuma criança no mundo passasse fome por um dia.

Mas por um dia? E todos os outros 364 dias do ano?? Eu acredito, verdadeiramente, que se conseguirmos fazer um dia em que nenhuma criança no mundo passe fome, porque não conseguimos fazer 2? Por que não 3? Por que não todos os dias?

Assim nasceu a ideia de ter um dia mundial em que nenhuma criança no mundo passasse fome que é o Dia Mundial Sem Fome. Nesse caminho descobrimos o Dia Mundial do Alimento, dia 16 de outubro, instituído pela Organização das Nações Unidas, para buscar conscientizar sobre os problemas relativos à fome no mundo e incentivar a doação de alimentos e entendemos que como não é sobre mim, é sobre o outro, decidimos então apoiar esse dia que já existe. Mas como queremos realmente causar um impacto, movendo as pessoas a se importarem e se movimentarem para acabar com a fome no mundo, decidimos dar o nome de Dia Mundial sem Fome (Ah, e também porque quando eu ouvia Dia do Alimento, imaginava uma berinjela dançando =D).

Estamos então no final de 2016, e partir daí começamos o planejamento, a ação para que tudo começasse.

Mas eu não tinha como fazer isso sozinho, era impossível que eu fizesse tudo isso sozinho! Precisava de pessoas que realmente se importam com o próximo, que querem dedicar sua vida a fazer uma diferença na vida de quem realmente precisa, e foi assim que Joana Borges, Taci Carvalho, Eric Arruda e Flávia Kobal se juntaram à essa causa, ao time do Dia Mundial Sem Fome.

Com o apoio de várias instituições parceiras em 7 cidades de 3 estados diferentes, que mobilizaram mais de 100 voluntários, selecionaram as famílias, abriram suas portas para a entrega das cestas aos beneficiários, foi realizado o primeiro Dia Mundial Sem Fome no dia 15 de outubro de 2017, quando foram distribuídas 42 toneladas de alimentos, em 1785 cestas atendendo mais de 7000 pessoas.

Nesse dia, 1785 pessoas, ao invés de dizerem: “Filho, não tenho o que te dar pra comer” puderam dizer “Filho, vem que a comida tá na mesa!”. Essa realmente é uma causa que me move!

Temos consciência de que dar comida não é suficiente. Mas quem está com fome não consegue pensar em outra coisa, então nos preocupamos o primeiro momento em dar a comida. Num segundo momento nós vamos oferecer processos de coaching, já que acreditamos que é uma das metodologias que tem um dos maiores potenciais de transformação humana, de gerar Clareza, fazer com que as pessoas desenhem seus Caminhos, comecem a Caminhar, tenham Consistência e Conquistem o que elas querem pra vida delas.O coaching é uma metodologia de transformação de vida, de transformação de mundo e por isso será um grande diferencial as pessoas que puderem passar por um processo de coaching.

Mais à frente, na 3ª fase, através de pesquisa científica, vamos mensurar qual a diferença causada pelo processo de coaching na trajetória das pessoas que assistiram a palestra e que foram acompanhadas através do processo. Na quarta fase, quando já tivermos os primeiros processos de transformação, os primeiros indicadores, vamos ajudar as pessoas que antes eram recebedores a se tornarem doadores. Nosso objetivo é ter pessoas que receberam uma cesta, que foram acompanhadas pelo processo de coaching, que tiveram sucesso dentro da realidade de cada um, e agora ao invés de virem receber uma cesta, voltam pra doar, com a dignidade e a certeza de que o Bem Nunca Para. Pessoas que acreditem que se um dia alguém fez a diferença na vida dela, ela agora pode fazer diferença na vida de outra pessoa, e cada vez mais, e mais, e o Bem Nunca Parando.

Assim nasceu o Instituto O Bem Nunca Para, com um nome que representa realmente o que a gente acredita: que quem recebe hoje, pode ser o doador de amanhã, e quanto mais pessoas completarem esse ciclo, menos pessoas teremos para receber e mais pessoas doando, até o momento em que finalmente veremos o fim não só da fome, mas de todas as misérias humanas.